quinta-feira, 23 de junho de 2016

NIVER



Quando chega o aniversario
Passo a refletir sobre esse dia
De comemorações é o emissário
Mas traz uma ponta de melancolia

Comemorar pelo que vivi
Saber que tudo valeu à pena
Mas que esta chegando o fim
Revivendo assim muitas cenas

Misto de festa e dor
Em cada segundo teve amor
Coisas muitas do destino


Mas aceito tudo o que me vem
Pois aqui em mim eu sei que tem
Um homem e  um menino

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cobra

Quando a calmaria chega,
Então a dor se esconde.
Num canto da alma não sei onde,
mas lá no fundo ela está presente.

Esse segredo a alma sente,
embora não saiba como dizer.
Está disfarçada, e sei o porquê!
A  animação as vezes  nos mente

 Está enrolada feito cobra,
se preparando para a manobra,

e seu guizo ameaçador chia.

Pronta para o próximo bote.
Quando a vida afrouxar o mote,
que hoje faz de tudo poesia.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

AMIGÃO CÃO

Amigão
É o meu cão
Sincero e carinhoso
Fofinho e gostoso
Meu amiguinho
Que quando eu chego
Balança o rabinho.
E eu chamo de filhinho
Ele me faz voltar a essa linguagem
Terna e infantil...
Desperta em mim o lado ingênuo
Aquele sem compromisso, sem cobranças.
Aquele que ainda se maravilha por coisas  bobas
E quando rolamos a brincar
Somos duas crianças.
E nas traquinagens, rio e me delicio
Me enlevo em cada ato, me desato de nós
Suas orelhas balançando na corrida
E o arfar do ar ofegante
me desmonta e relaxa
e o pulo alegre na minha chegada
alegria por ninguém antes demonstrada
amor sincero, que eu quero muito...
E descobre em mim
Um ser escondido sob camadas do meu ser
Dos muitos seres que eu não era e passei a ser,
Por essa vida...
Amigo ao extremo, sem limites...
E como mencionou Clarice
Não é ele  o meu cão

Sou eu seu humano de estimação.  

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Verso Livre

Amo o  poema em versos livres.
Sem limites, barreiras ou  muros.
Que sejam eles no mar do meu ser,
refrescante e profundo mergulho

Ou quem sabe um belo lago,
de águas calmas, cristalinas
A brisa que faz um afago
Com caricias  ternas e divinas

Poema é pássaro que canta
Na porta do amanhecer
Qual cachoeira derrama
Poesia em todo o viver.

Quero todo esse manancial,
Anseio por trinados bem fortes.
Beber na fonte da poesia e da vida.

Enquanto não chega a morte.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Semente

Flores gostam das manhãs,
Nas manhãs desabrocham.
E suas cores vivas mostram,
Que nenhuma esperança é vã

A semente precisou lutar
Contra o frio sufoco da terra,
Mas a natureza sábia, não erra.
E seu parto de dor a fez vingar.

Era um nada, hoje é beleza!
Era plebeia, hoje é realeza.
Por que lutou em amargo pranto

Todo o esforço tem valor,
Depois desfrute o sabor.

Do sacrifício vem o encanto!

Frase

O som do teclado, nos momentos em que me entrego aos meus devaneios literários, parece o som da chuva caindo num telhado, trazendo cheiro de terra molhada e fértil, paz e aconchego! 

domingo, 1 de maio de 2016

Dia do Trabalho!

Bom dia
Olhe à sua volta e veja que tudo é fruto do trabalho de alguém. É o trabalho que transforma todas as coisas, que nos traz conforto e dignidade. Que ele seja valorizado e sempre direcionado no sentido de promover a dignidade humana e respeitar a natureza. Que todo trabalhador tenha seus direitos respeitados e tenha coragem de lutar por eles. Que todos trabalhem com amor e dedicação no objetivo de construir uma nova realidade. Que o trabalho não seja apenas forma de acumulação de riquezas num capitalismo selvagem, nem se prenda a uma rotina insonsa e massacrante, mas que promova acima de tudo o bem estar do ser humano Que seja ele a ferramenta para a construção de um mundo melhor. .Parabéns a todos nós trabalhadores.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Frase

Frase enviada para facebook de chiado Editora.
As melhores frases enviadas serão  publicadas no site.

A ESCADA

Um homem desce a escada suavemente, parece estar com medo de cair. A escadaria não é muito grande, são poucos degraus, pois trata-se de uma casa de dois pequenos  pavimentos.  Porém  quem o vê  assim tão indeciso pode apostar que não tem o hábito de usar  escadas, ou que esta lhe cause alguma espécie de fobia.
Mas, ele está acostumado a ver essa escada frequentemente, pois mora nessa casa por incontáveis anos. Talvez o trauma de um tombo tenha causado todo esse pavor. Os degraus rangem, balançam e tudo respira certa decadência.
 Uma casa mal cuidada com muita poeira guardada em cantos mal iluminados, carentes  de luz e de esperança . É madrugada e tudo está deserto. O silêncio seria completo não fossem os sons dessa descida.  
A casa é antiga, alguns moradores  também, os mistérios voam pelos ares em noites de vento,   e todos os que ali residem  já relataram  ouvir barulhos estranhos em certas  noites.  Alguns rangidos, sons  de correntes sendo arrastadas, uivos horripilantes,  essas coisas que todos aqueles que acreditam em fantasmas costumam contar.
Ele chega ao final  da escada e resolve voltar pois, esqueceu algo lá em cima .Faz um muxoxo lamentando a sua falta de atenção.
E assim sobe novamente, porém dessa vez sem medo e sem  usar nenhum degrau...

MÚCIO ATAIDE

- Conto inscrito no concurso de Contos da   Associação Casarão da Cultura Potiguar (Grupo Casarão de Poesia), www.casaraodepoesia.blogspot.com

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PASSA PASSA

Autoria  Múcio Ataide

Passa aquela nuvem branca
E uma andorinha segue o bando
Passa um avião bem la em cima
E embaixo um carro quase voando

Passa aquele momento
Tão ansiosamente esperado
Se perde na areia do tempo
Fica sem valor o que era sagrado

Passam sonhos de uma noite
A realidade de um dia
Passa a dor que atormenta
Mas também passa a alegria

Juro mesmo que tentei
Segurar o mais que pude
Mas passou minha infância
E minha juventude,

A marcha da vida constante
Uma roda louca a girar
Passa o bem e o mal
Eu também um dia vou passar

Passam amores, dores alegrias
Aflições felicidades, passa tudo
Angustias, revoltas, noites e dias
Um dia passará o seu mundo


Passa a vida isso dá medo
Passa a prova e o teste
Passa o gozo em segredo
Passa-se a roupa que veste

Passa o trem la no trilho
Na estrada um caminhão
Até a uva passa
E esse seu risinho de bobão
Passa passa sem parar
Vida passa pra lá e pra cá
Passa a vida a desfilar

Passar é a sina
Movimento constante
Isso que a vida ensina
Lição que é um diamante

Viva o presente
Aproveite agora já
Não se segura o tempo
Esse momento de agora
 também  vai passar

Já dizia a canção
que eu vivia a cantar
"mas tudo passa tudo passará

e nada fica, nada ficará"

Obs: O trecho usado no final do poema refere-se à  música Tudo Passará  de autoria e interpretação do talentosíssimo cantor Nelson Ned, sendo essa o seu maior sucesso. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

OUTROS MUNDOS

Que bom que é saber
Que em outros mundos posso estar
Mil aventuras  posso viver
Eu sei viajar sem sair do lugar

Para isso só é  preciso
Um objeto magico e quadrado
Basta eu pegar um livro
E tudo então fica arranjado

De papel ou digital
Novo ou velho não faz mal
So me da um prazer profundo


Sou herói príncipe rei
Sou o que quiser eu sei
E viajo pra qualquer mundo

Pitangui 15/04/16



quarta-feira, 13 de abril de 2016

Tempo


Nuvens densas escuras no espaço
vejo ameaças  em raios e  trovões
Aqui dentro nuvens de tensões
ameaçam tamanho estardalhaço

Mas o tempo assim tão severo
tarde de medo e desesperança
pode do nada  gerar tal mudança
e vislumbrar-me tudo  o que quero

brisa suave sopra  do sul
ceu negro vira  agora azul
nuvens claras novo tom


Tudo renato e risonho,
no céu do amor e dos sonhos
agora faz um tempo muito  bom





quarta-feira, 6 de abril de 2016

Vento

Sou um vento que sopra
Que sopra em mim e descobre
A manta negra que me cobre
E vai  sussurrando  em minha copa

Copa da arvore do meu ser
Sou o vendaval ou a brisa
Que devasta ou só  alisa
Varre o chão do meu viver

Tenho o sopro da vida
Nas minhas entranhas escondida
A arte de inspirar expirar

E bem no fundo do peito
De novo hálito todo  refeito
eu decido o que me deve soprar. 

terça-feira, 22 de março de 2016

Sobre Política

Um amigo me perguntou  que eu penso sobre toda essa questão da crise política do Brasil, e o porquê de   não me manifestar nas redes sociais e blog sobre o assunto.

Então vou responder

Eu me dou o direito de não julgar, de analisar atitudes e aprova-las ou não, mas  minha omissão em  expor opinião se dá principalmente pela minha incapacidade de conhecer os fatos em sua profundidade e pelo emaranhado de informações de mil tendências que me bombardeiam   através de uma mídia também não muito confiável. Essa “verdade” que me é apresentada atende a que interesse? E esses dados “matematicamente” corretos, foram maquiados? Quem é quem? Quem é herói e quem é bandido  nesse jogo todo.   Todos acusam todos inocentam. O que eu realmente sei ou sou capaz de saber para formular uma opinião? É muito fácil escolher um lado e ter  opinião de forma leviana na onda do disse me disse, mas isso não é justiça e nem contribuirá para qualquer forma de mudança.  E se aquela verdade defendida de forma tão ferrenha por aqueles que acusam não é apenas uma peça no grande jogo ideológico que ocorre nessa torpe arena?  E se aquela defesa é outra peça? Na verdade não sabemos nada, pois mesmo   depois de algo “provado” ainda assim pode haver controvérsias. Provas são forjadas, testemunhas são falsas, a delação oportunista. O inocente pode ser o culpado e o culpado inocente.  A incerteza sempre vai pairar no ar. Por isso me dou direito de não ser leviano não julgar sobre algo que não presenciei. Vejo verdade e maldade muito próximas nesse jogo.
Antes tudo era definido, hoje já não sabemos quem é quem? Quem é direita quem é esquerda? Um mosaico de mil peças que vai desde o radicalismo daqueles que clamam por uma intervenção militar, uma posição que cheira  a  fascismo, um  resquício dos tenebrosos anos do governo militar, e que veladamente sempre existiu, um retrocesso de todas as conquistas da democracia e dos avanços sociais, passando pela classe burguesa que tenta retomar sua posição dominante  no modo de produção atual, maculada por esses trabalhadores “intrusos”, até uma esquerda totalmente desnorteado pela ausência de parâmetros e ideais. Quem é situação? Quem é oposição? Quem defende o povo e quem defende a elite?
Aqueles que fazem protestos são os mesmos que antes consideravam vagabundos os que protestavam. Hoje a situação é outra  e são eles quem protestam”. Tudo está pelo avesso.
Toma posse, perde a posse, ganha a posse, sou ministro, não sou mais, voltei a ser ministro. Quem é esse cara? Esse tal de “Bessias”? Hoje o modelito é verde e  amarelo amanha é vermelho. Comportem-se  não repitam a roupa nem expulsem os líderes. Será o “gorpe”? Se murar é hospício se colocar lona é circo. Uma confusão total, uma confusão tríplex.
Dancem de acordo com a música, e a música é o samba do crioulo doido. E batam panelas mas não cheias. O evangelho de domingo falava de atirar a primeira pedra, cuidado com o que vão atirar.
   O mundo dá voltas, antes tudo virava pizza agora vira coxinha. Lembrou-me aquela música: eles estão descontrolados...
Sinceramente não  vejo diferença quase nenhuma entre os herois e os bandidos dessa trama louca.  

Para que eu quero descer!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DONA VIOLA

Ela nasceu lá na roça
Menina, flor em botão
Tinha em seu corpo pequeno
O cheiro doce do chão
Foi se tornando mulher
Sua beleza exalando
Foi espalhando magia
Como sereia encantando

Refrão:

Caprichosa ela prende
Qual sereia com seu canto
Com os seus lindos acordes
 Enche a vida de encanto
Não há nada mais divino
É onde  a beleza aflora 
Quando num ponteado lindo
A dona viola chora

E o mundo  todo ganhou
Despertando emoções
Seu ponteado tão bonito
Conquistando os corações
Do sertão é a rainha
Dama de encantos mil
Dona viola mensageira
Da cultura do brasil.

Refrão:
Caprichosa ela prende
Qual sereia com seu canto
Com os seus lindos acordes
 Enche a vida de encanto
Não há nada mais divino
É onde  a beleza mora
Quando num ponteado lindo

A dona viola chora

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A VIDA VALE

A VIDA VALE POUCO
MAS TAMBÉM VALE MUITO
PARA SE DEBATER O ASSUNTO
MUITOS ATÉ FICAM ROUCOS

COMO UM FIO DE NOVELO
NUM ENORME EMARANHADO
O BEM E O MAL EMBARAÇADOS
NAS CERTEZAS E NOS MEDOS


VALE VIVER CADA SEGUNDO
MESMO COM AS DORES DO MUNDO
SE AQUI ESTAMOS TEM UM PORQUÊ


VALENDO MUITO OU POUCO
MESMO COM PEDRAS E TOCOS
NA VERDADE NINGUÉM QUER MORRER

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sopro

Me visto e revisto de sonho
Me visto de forte
Me aplaudo ne anelo me oponho
Me faço alheio
Aos clamores da morte
Das muitas mortes
Que acontecem em mim
Todos os dias,
Vislumbre de vida eterna
Ou pavor do fim
Sou escudo e barro
Tantas lanças
Sou o forte ou fraco
O homem e o menino
Levado pelo vento
Ou senhor do destino
Sou incógnita, indefinível
O que sou não sei nem saberei
Como um sopro de vida
Que passa sem se definir
Também não sei se sou assim

Mas definir para que e como?

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2016

Procurando Estrelas


     Noite de natal! Uma noite muito agradável, temperatura amena e eu me sentia feliz. Sai ao terreiro, olhando para o céu tentando ver a tal estrela  brilhante que dizem que aparece nessa noite, ou quem sabe um trenó cortando o espaço! Delírios do vinho, embriagues da nostalgia! Essa noite mexe mesmo com a gente!

    Fiquei ali algum tempo olhando o céu, observando,  refletindo sobre minha vida,  lembrando outros natais. Absorto em meus pensamentos demorei a ouvir o som da campainha.
     Quando abri  era um mendigo, muito sujo e maltratado, barba grande e um rosto que me parecia familiar. Eu já conhecia ele de algum lugar! Pensei.   Estava ajoelhado à  minha frente e suplicava algo para comer. Entrei na casa, fui até a mesa da ceia peguei  algumas coisas  e dei a ele. O homem ficou muito contente e vi uma lágrima rolar de seu rosto e cair ao chão, ele agradeceu e foi embora muito feliz.

     E eu fiquei olhando e tentando imaginar  tudo o que estava por trás daquela lágrima.Ela brilhava! Céus como ela brilhava! Reluzia no chão, parecia uma lâmpada branca, ou um diamante e ficou assim por algum tempo até que desapareceu, perdeu o brilho, evaporou-se.

      Aquela lagrima no chão me transformou,  e despertou em mim  o desejo de ajudar,  e desde aquele  dia em diante eu sempre fiz doações na noite de natal, saio distribuindo alimentos para os moradores de rua, isso me proporciona uma enorme felicidade.  Mas  na verdade o que eu buscava  era uma lágrima que tivesse aquele brilho. Vi muitas rolarem, mas nunca a encontrei.

    Demorei muito para entender que a estrela que eu procurava no céu aquela noite a  encontrei no chão.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

PASSARINHO

Passarinho passou
Nem me ensinou voar
Voou e foi embora
Deixou recado
Que volta a qualquer hora
Plainou bonito
Pelo campo e a cidade
Passarinho não me  ensinou voar
Mas me ensinou a apreciar
O valor da liberdade


Site oficial  Neste site,  um pouco da carreira literária de Múcio Ataide, seguindo o caminho das letras para  brindar a vida e descobrir se...