quinta-feira, 28 de maio de 2020

Metade do caminho.

Parece que a palavra não chega lá
ela é apenas uma aprendiz
ainda lhe falta o trato
o tato, o saber,  o verniz
para chegar lá
o significado não a alcança
ou ela não  alcança o significado
ela tenta, se esmera, se estica e espicha
mas não consegue
não alcança o fundo do  poço
nem lhe cai a ficha
perde-se no meio do caminho
e muitas vezes nos abandona
é ingrata porque nela confiamos
a vemos como uma musa, nossa dona
mas não chega,
parece ir apenas até a metade do caminho
o resto, quem quiser que vá sozinho.
não consegui expressar o que queria...


terça-feira, 26 de maio de 2020

Toco

Em cada acorde que toco
em cada belo ponteado
faço uma ode à vida
de um jeito apaixonado 
minhas mãos vão deslizando
pelo instrumento de pinho
tirando belos acordes
fruto de um dom divino


o que eu vejo na vida
Por aí vou ponteando 
catando os cacos de mundo
e pouco a pouco colando 
nas cordas dessa viola
a vida é meu brinquedo 
nela vivo alegrias
sonhos  e tanta magia 
meus terrores, meus medos 


toco a viola toco 
toco a sina do existir
floreio  o passado de sonhos
o agora terno e risonho
ponteio o que está por vir 




A Hora

A existência é imprecisa
escapa por entre os dedos das  mãos
como a  areia fina e frágil,  escorre
voa para outra dimensão

somos reféns desse medo 
dessa sina cruel dos viventes
vivemos no temível entrementes 
A hora é o maior dos segredos. 

a morte causa impacto 
desconstrói todos os pactos
bagunça os conceitos do ser e ter 


não entendemos nem aceitamos 
de todas as formas indagamos  
perdidos num mar de porquês

sexta-feira, 8 de maio de 2020

É


Mãe
O eterno, o indecifrável Universo de amor
Não é possível mensurar a dimensão desse ser
Palavras são imprecisas
Nem de longe tocam a realidade
Do que ela é de verdade
Vai além das explicações e dos conceitos
Mãe... aconchego, afago, ternura, carinho, amor, respeito
Tudo o que há de melhor.
Poderia usar mil palavras
Mas não adianta
Defini-la não conseguirei
Ela existe por si mesma
Inatingível expressão de grandiosidade
Mãe É 

Rastros



Pessoas que realmente importam deixam rastros, marcas profundas no chão da nossa existência. Sulcos ficam na lama pós-tempestade.  E esses rastros, mesmo após a lama secar, não se apagam jamais. São guias  e a eles devemos seguir.
Mas até chegar a percebermos isso muita coisa acontece:
Primeiro vem a noticia! O impacto, a surpresa. O absurdo! Essa pode ser dada de forma brusca  ou suave. Pode seu mensageiro usar de todo o tato e destilar toda a sua verbosidade no sentido de amenizar a situação, ou soltar o verbo de forma rude e direta...  Tanto faz o  faleceu ou o morreu, impactam. Como se algo se partisse dentro daquele que a recebe. O mundo cai, parece que uma nuvem densa  se projeta logo acima de nós. Tudo fica escuro, uma tempestade de vento e granizo, o desespero se avizinha  uma chuva acida e torrencial desaba.  Como se todas as luzes em volta estivessem sendo apagadas. Tudo fica sombrio. Nos fechamos para o lado alegre da vida. 
Demora um tempinho, embora a maior parte  das vezes ele seja mínimo, poucos segundos  para que a mensagem ultrapasse os limites da razão e atinja o âmago do ser, se espalhando pelo terreno da emoção. Primeiro pensamos  sobre o fato, depois o sentimos de forma profunda e  consequentemente  fazemos mil  conjecturas sobre ele.
Então o drama se faz dentro da gente! Um turbilhão de pensamentos vem invadir e a imaginação viaja por todos os lados.
A vida se esvai de nós  como a areia fina escapa da mão e se perde ao vento. E tudo o que se diz sobre a efemeridade e a fragilidade da nossa existência é assustador.
Tudo parece ter sido  tão  rápido! Tantos anos vividos que passaram tão depressa! E  nem os percebi.  Perdi-me na rotina e na doce ilusão de que tudo seria eterno que deixei para viver depois, para amar depois, para valorizar depois. Mas quando é esse depois? Talvez não tenha parado pra sentir. Para registrar os momentos, para saber que estavam aqui.
 Tantos bons momentos à minha disposição, mas pareço ter passado batido em muitos.
Culpas, indagações cogitações. Tudo isso tenho agora diante desse fato que amedronta a todos nós e que  é o destino inevitável de todo ser vivente.
Momentos que se foram  agora os quero , os quero todos. Abraçar o afeto que não abracei, ou não tanto quanto deveria. Agora que não os tenho, os quero.
A vida é mesmo engraçada. Carregada de contradições. Sabemos da morte, mas a afastamos de todas as formas do pensamento e não vivemos como se fossemos morrer, e muitos morrem sem terem vivido de verdade.
Então vemos os rastros de vida deixados. Pedaços de momentos perdidos na areia do tempo.  Ah me lembrei daquele dia... Daquele tempo em que éramos felizes... Daquela tarde de domingo... Daquela noite fria...  daquilo que ela me disse... Aquele dia lá em casa, hummm “tava tão bão”... e naquele aniversário que farra nós fizemos... a festa de casamento ...se pudesse voltar...  Não volta mais, nunca mais...  Ah ainda posso ouvir aquele sorriso que não mais ouvirei,  também viajou para o terra do nunca mais.  Ainda rio daquela piada que ela contou e que riu também. Ouço aquela voz... Ora mas que coisa estranha! Se aquela voz já não existe mais, se aquelas cordas vocais já não tinem exalando aquele som tão aconchegando carregado de carinho, como   ainda a posso ouvir? Ouço, está aqui, ainda atinge os meus ouvidos. E aqueles olhos brilhantes que em alguns momentos se encontravam com os meus, tinham um brilho que vinha de longe trazendo toneladas de amor encontradas no meio dos caminhos. Olhos que tudo diziam, se declaravam sem nenhum receio.  Tudo está aqui, eu sinto, eu vejo, eu toco.
 Os meus sentidos estão aguçados para tudo o que se refere a ela, e hoje vejo coisas que não via e sinto o que não sentia.  Sim, até sinto que ainda posso tocá-la, sinto sua pele, suas mãos segurando as minhas, sinto a textura o calor do seu toque. Tudo está aqui. Pedaços de vida estão aqui, pedaços perdidos jogados ao vento, rastros de toda uma linda caminhada.
Todo aquele que morre não morre de todo. De certa forma ainda vive. Eles deixam rastros, e esses rastros são na verdade sua presença que continua entre nós. Ela se foi, passou para outra dimensão,  para um lugar onde mesmo aqueles que têm todas as respostas não sabem responder onde fica.  Está no mais profundo dos mistérios. Mas posso senti-la toda vez que fecho os olhos e pareço ouvir o som de sua voz, no carinho deixado, no conselho dado naquele momento difícil. Em tudo isso  ela está viva. Naquela frase que de alguma forma nos ajudou, ela está viva. Vive no exemplo, vive na nossa risada toda vez que a lembrança nos conduz àquele momento feliz junto a ela. Vive o tempo todo aqui dentro de mim, me alegrando por saber que a tive e que isso foi maravilhoso. Vive na oração, quando onde acima de tudo agradeço a Deus por ter me permitido conviver com ela e ter me concedido o maravilhoso presente da sua presença em meu viver.  Não. Não morreu. Todo seu legado aqui está.  Ela vive.
Talvez essa seja a verdadeira eternidade, a eternidade do carinho que permanece, a eternidade do sorriso que damos quando dela lembramos. Não! Essa historia de morrer é algo muito relativo. A vida vai muito além de uma urna funerária, de um tumulo inerte. A vida pulsa  nos gestos, nos carinhos em todo o universo que ela deixou em nós. E se derrama em amor e em saudade.  A vida se refaz na nossa capacidade de amar e de perpetuar um amor que parecia efêmero, mas que ultrapassando todos os conceitos e as convenções,  não morrerá jamais.
Alguns acreditam numa continuação da vida num outro plano, outros não, mas de qualquer forma eles serão eternos em nossas lembranças. Respeito os que não acreditam, mas eu creio que um dia nos reencontraremos. E imagino que será numa bela manha de céu deslumbrantemente azul, de um sol  ameno e acolhedor. E esse sol irá aos poucos enxugar o pranto que desce por nossos rostos. Soprará uma brisa suave e gostosa e essa brisa trará o perfume dela, primeiro de forma tênue, disfarçada, depois vai se acentuando. Então enxergaremos um ponto lá longe,  uma estrela que começa a brilhar, e seu brilho vai se intensificando, e vemos então aquele pontinho aumentando... está vindo em nossa direção. Já a podemos reconhecer. E que alegria! Aquela estrela que agora brilha intensamente é ela, aquela pessoa, aquela que nos foi tirada, está voltando para nós. Aquele é o momento mágico do reencontro. E como num comercial de tv, começamos a correr em câmara lenta, com uma musica suave ao fundo. E por onde vamos passando,  flores vão se abrindo, e a brisa nos traz um perfume de felicidade. Um delicioso perfume. Então nos aproximamos e o abraço acontece.  Intenso, profundo, impactante, descarregando um caminhão de saudade. Ah como é bom voltar a abraçar!  Abraço acolhedor, capaz de apagar toda a dor e fazer desabrochar a  flor  perfumada da felicidade e do eterno reencontro. Então gritaremos de alegria ao percebermos que; dor, medo, insegurança, tudo isso já é coisa do passado.  E seremos para sempre parceiros, e o fim já estará vencido. Eu creio, tenho o direto de crer e imaginar o dia que vamos nos reencontrar para uma felicidade eterna.
Enquanto esse dia não chegar eu continuo acreditando na beleza dos rastros no chão e tendo a certeza  de que os momentos vividos ao lado daquela pessoa tão especial são eternos. Não ela não se foi, apenas uma parte não mais posso  ver nem sentir, mas ela está entranhada em nós. Vivendo conosco na lembrança, no sorriso, nos exemplos no legado... Em todos os momentos
E essa tristeza que agora mora em mim é a certeza de nada foi em vão. Houve amor, houve afeto, se não, não sentiria toda essa ausência.  Ela faz falta porque valeu à pena tê-la aqui. E devo agradecer a Deus pela sua presença e por ter permitido tê-la  por alguns anos. Percebo a sua existência como um maravilhoso presente dado por Deus. Um anjo a mim emprestado, que veio, mudou minha vida para melhor e depois se foi. Anjos voam é assim que acontece. Um viva por essa maravilhosa existência.
Não nos esqueceremos de tudo o que deixou.
Os rastros ficaram.

terça-feira, 5 de maio de 2020

A alegria

A alegria está em mim
nunca no mundo cá fora
apenas respinga no meu ser
a chuva  do que vivo agora
eu a produzo a faço
a vejo na alegria da manhã
até mesmo na noite escura
nas minhas mais loucas procuras
a abraço e dela sou sempre fã. 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Rodo

me sinto muito perdido
pelos tortos caminhos da vida
sentindo as pancadas do destino
nas muitas coisas vividas
a vida quer de mim coragem
viver e lutar o tempo todo
ir se moldando aos seus contornos
se acomodando aos múltiplos  entornos
do contrario ela  derruba e passa o rodo.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Algumas aldravias sobre meu cachorro e sobre a dor que sinto por causa de sua morte.

cãozinho
adeus
como
doí
meu
Deus

***
versos
emoção
cão
homenagem
para
amigão

***
aldravia
piou
cão
sempre
será
amor

***
lágrimas
molham
chão
posso
conter
não

***
morreu
amigão
so
lembranças
pelo
chão

***
cachorro
esperto
quer
sempre
dono
perto

***
Adeus
procê
pra
nunca
mais
ver

***
morte
tras
pavor
do
nunca
mais

***
quando
morreu
olhos
vidrados
nos
meus

***
adeus
paz
Sammy
até
nunca
mais

***
Animal
doente
perigo
doi
perder
amigo

***
morte
do
cão
amarga
igual
limão

***
O
cão
não
aguentou
o
latidão

***

pelo
do
cão
macio
como
algodão

***

amor
carinho
afeto
cão
bem
perto




quarta-feira, 22 de abril de 2020

O Momento crucial

Sentiu que os brilho do olhos do anjo branco mudou. Aquelas pulilas agora estavam vidradas.
chegara o momento crucial. Sabido mas repudiado por todo o sempre. 
E todo seu aspecto era diferente.
Sentiu o sopro da vida exaurindo-se  do corpo do seu amigo.
Então uma tristeza profunda o envolveu.
O cão estava morto
Sentou-se e fez um poema em homenagem a ele:

Anjo branco 

Meu anjo branco 
me fez melhor, me humanizou
Deu-me  lições de amor e amizade
de companheirismo,   lealdade 
e assim como veio, agora voou

Triste pensar que não mais verei
seus olhos inebriados de amor
seu jeito doce de me olhar
amava sem limites ou pudor
não mais sentirei seu pelo macio
nem a cabeça acariciarei
nossos momentos sempre, sempre 
comigo por onde for levarei. 

As lembranças agora saltitam
por todos os cantos da casa
na vasilha onde ficava a ração
até no compartimento de água
seu cheiro ainda está por aqui
são mil detalhes de vida 
estripulias, tristezas alegrias
milhões de coisas vividas. 


um anjo banco  que desceu
foi emprestado a mim 
fez-se presença ao meu redor
me ensinou a ser um ser melhor 
amigo leal  do principio ao fim. 
Adeus amigo...



segunda-feira, 20 de abril de 2020

Poema da quarentena

o poema da quarentena
tempo para poetar
não importa qual o tema
o importante é rimar
Rimando aos poucos se vai
descobrindo formas de se  expressar
brincando mostramos sentimentos
registramos  cada momento
exalando  beleza e poesia pelo  ar. 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Senhora dos medos.



Maus presságios  me rondam
Estão à minha volta, bem aqui
Não andam só. Vêm em bandos
Me sussurrar as nefastas coisas do fim  

Um vendaval sopra
Trazendo os piores enredos
Redemoinhos de ideias, sufoco,
Mágoas, tristezas, horror que não é pouco
Ansiedade senhora dos medos.


O LUTADOR SILENCIOSO

luto com a vida e até contra mim
luto com as pedras e  os tropeços
que na jornada parecem ser o preço
para levantar a taça da vitória no fim

Nessa guerra silenciosa sempre  estou
ninguém sabe o quanto estou  lutando
mágoas e sonhos carregando
numa assustadora e árdua batalha vou

sonhos alegrias medos
ansiedade, esperanças segredos
viver tudo calado é algo precioso

Desistir? Não, não vou.
fui, serei e sou
um Lutador Silencioso

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Manhã Floresce


.
A natureza florescia em manhã  
abrindo pétalas de novo dia
com uma mistura de cores
 rajadas de vermelho e amarelo.
Desabrochava bem devagar
revelando o que a noite escondia.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Caminhos


Sentia que o caminho desprezado
Era o melhor  caminho a ser seguido,
Precisava ir. Era a saída.
Eis que se pôs a caminhar,
mesmo sabendo
Das agruras e pedras que nessa jornada poderia encontrar

Já não trilhava por ali há algum tempo
E viu que os estragos
Feitos pela chuva e as intempéries dificultavam seus passos
Mas não, já não tinha volta...
Começou, agora vai
Encontrou pedras de tropeços e flores lindas
Que apesar do maravilhoso aveludado das pétalas
E do perfume inebriante que faziam exalar pelo ar
Também tinham espinhos
E esses o feriram profundamente
Quando tentou colher uma flor
Agora é caminhar.
Sentir o pé no chão, as pedras cortando a carne,
Ramagens cheias de espinhos que perfuravam a sola do pé,
A poeira fazendo-o  atolar até quase o joelho

Não bastasse tudo isso ouviu  estrondo estarrecedores  que aumentaram os receios
e viu  um lápis invisível  numa caligrafia torta fazer alguns  riscos pelo céu , 
do nada Começou a chover
Uma chuva  fina a principio, mas que foi se intensificando até tornar-se torrencial
Essa foi mensageiro de mais  desespero, quanto  trouxe a lama , o  frio e  a desolação
Além das feridas provocadas Por enormes pedras de  granizo Que desceram em profusão
Agora era se jogar no meio,
não podia mais fugir
Enfrentar, por a mão da massa, deixar-se dominar por toda aquele cenário assustador. 
E foi, e foi...
Chegou até bem do outro lado
Mas quem vai tem que voltar...
E esse caminho percorreria outras vezes,muitas vezes o deveria trilhar. 
Até que um dia descobriria uma fonte cristalina Onde beberia seu cansaço,
à sombra de uma árvore de copa colorida, e muito  frondosa
Aos pés daquele divino monumento da natureza  despojaria todos os seus pesos
do tronco       desceria leite e mel.
E deixaria a bagagem solta ao chão
Enquanto sôfrego mataria a sede
E logo depois descobriria que ali  pendendo daquela árvore
haviam frutas saborosíssimas, frutas multicores de  muitos sabores
Para adoçar a boca néctares e manjares sonhados durante a caminhada.,
Dormiria  um sono tranquilo e reparador  após se fartar do lauto banquete
num cenário paradisíaco e bucólico
um  verdadeiro oásis
feito cena de filme...
Naquele mágico recanto  encontraria o premio pelas chagas
Pela poeira da estrada, os espinhos do caminho e  por todos os  tropeços.
Ansiava o prêmio, pois caro já pagara o preço.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Vendilhões

sinos, uivos, galos
sirenes, noites, estalos
fogueira de sensações
pássaros voam
aves de rapina que entoam
cantos de perdições

Uma raça de víboras vem
barganhando o mal pelo bem
seres da noite, nefastos vendilhões.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Indagações

Perguntas
aos milhares me  vêm
Escravas do mal ou do bem
todas a me atormentar
o fim que do nada acontece
a morte impacta e entontece
e me levam a questionar


O sentido dessa existência
salpicada  de  ilusões e crenças
onde será que está?

quarta-feira, 8 de abril de 2020

terça-feira, 7 de abril de 2020

O galo.

O galo canta no quintal.  Seu canto ontem era alegre e alvíssaro, hoje é triste e melancólico.
Por que será que o galo mudou seu canto?

Arma e missão


elogiaram meus versos e textos
agradeço a essa gentil menção
mas penas uso a palavra
como  arma e como missão
a arma que dispara amor
e a missão de sempre transformar
a terra seca e árida do dia a dia
Fazendo Florescer  em  poesia
o solo por onde eu andar

Site oficial  Neste site,  um pouco da carreira literária de Múcio Ataide, seguindo o caminho das letras para  brindar a vida e descobrir se...